O mercado de comércio eletrônico na Brasil e América Latina em 2013

O mercado de comércio eletrônico na Brasil e América Latina em 2013

Já publicamos muitas matérias sobre o e-commerce na América Latina, mas muitas das nossas postagens anteriores enfocaram padrões de compra ou projeções. No entanto, agora que já estamos em 2013, é importante analisar o que aconteceu em 2012. Com essa finalidade, criamos alguns retratos de dados para ajudar profissionais de marketing, mídia e publicidade a ter uma visão rápida, mas essencial, do que aconteceu no mercado do comércio eletrônico da América Latina em 2012 e do que pode acontecer em 2013.

 


ARGENTINA

  • Vendas totais no comércio eletrônico em 2012: 16,7 bilhões de pesos (US$ 3,3 bilhões)*
  • Vendas totais no comércio eletrônico em 2011: 11,5 bilhões de pesos (US$ 2,3 bilhões, o que significa que, no geral, o mercado eletrônico cresceu quase 32% na Argentina em 2012)*
  • Em uma pesquisa na qual foram entrevistados 540 consumidores on-line da Argentina, 57% indicaram que compram produtos pela internet usando cartões de crédito*
  • A Argentina tem a maior taxa de penetração de compras on-line da América Latina — 43,9% dos internautas argentinos fizeram compras on-line em 2012, contra 34% no Brasil, 19,6% no México e 31,7% na América Latina de um modo geral**

Fontes: *Cámara Argentina de Comercio Electrónico, **eMarketer

 


BRASIL

  • Vendas totais no comércio eletrônico em 2012: R$ 22,5 bilhões (US$ 11 bilhões às taxas de câmbio atuais)*
  • As vendas no comércio eletrônico somaram R$ 18,7 bilhões (US$ 9,2 bilhões) em 2011, o que significa que o mercado eletrônico no Brasil cresceu, no geral, 20% em 2012*
  • A Sexta-Feira Negra chegou para ficar no Brasil: no dia 23 de novembro de 2012, os brasileiros gastaram mais de R$ 217 milhões (US$ 110 milhões)*
  • O mercado eletrônico cresceu 18% no Natal de 2012 no Brasil e os brasileiros gastaram, no geral, mais de R$ 3 bilhões (US$ 1.5 bilhão) em compras on-line na temporada*
  • Os produtos mais comprados no MercadoLivre, um dos maiores sites de comércio eletrônico do Brasil, incluem telefones celulares (1o lugar), acessórios para carros (2o lugar), produtos de informática (3o lugar), produtos eletrônicos (4o lugar) e roupas/calçados (5o lugar) **
  • As compras on-line a partir de tablets e smartphones cresceram significativamente no Brasil em 2012, de 5% a 10% — o dispositivo móvel mais usado por brasileiros para fazer compras pela internet foi o iPad, que respondeu por 51% de todas as compras móveis***
  • O comércio móvel no Brasil deve crescer 657% em 2013, alcançando a marca dos R$ 2 bilhões (US$ 1 bilhão)***
  • Em 2013, as vendas no comércio eletrônico no país devem crescer 28%, somando R$ 28 bilhões (US$ 14 bilhões)*

Fontes: *e-bit, **MercadoLivre, ***Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico


MÉXICO

  • Em 2012, as vendas gerais no comércio eletrônico do México foram estimadas em 79,6 bilhões de pesos (US$ 6,2 bilhões)*
  • Em 2011, as vendas nesse mercado no país totalizaram 54,5 bilhões de pesos (US$ 4,2 bilhões), indicando que o comércio eletrônico no México cresceu 46% em 2012*
  • Os produtos mais comprados pelos mexicanos pela internet incluem, em ordem decrescente, os seguintes: passagens de avião/ônibus (64%), reservas de hotéis (37%), música e filmes (37%), entradas para espetáculos (34%), livros e revistas ( 27%), computadores (26%), produtos eletrônicos (23%), roupas (23%), software (23%) e celulares (18%)*
  • Em 2012, quase metade dos mexicanos que fazem compras on-line (47%) fizeram suas compras a partir de um dispositivo móvel*
  • Cada comprador on-line mexicano gastou, em média, US$ 854 em 2012, valor que deve aumentar para mais de US$ 1.000 em 2016**
  • A partir de 2013, os compradores on-line do México liderarão o ranking de valores gastos por comprador na América Latina — superando em mais de 20% a média do Brasil até 2016**
  • O comércio B2C no México deve crescer significativamente nos próximos anos — as vendas projetadas para 2013 somarão cerca de US$ 8 bilhões, chegando a US$ 12,9 bilhões até 2016**
  • Até 2016, o México terá 12,1% de todos os compradores on-line da América Latina — percentual superior ao de qualquer outro país, exceto o Brasil, que terá 34,7%**

Fontes: *Asociación Mexicana Internet (AMIPCI), **eMarketer

OUTROS MERCADOS
É difícil encontrar estatísticas tão detalhadas para outros mercados de comércio eletrônico da América Latina que não sejam os três grandes mercados que acabamos de destacar. Isso ocorre porque, embora esteja crescendo, esse tipo de comércio ainda não decolou com a mesma intensidade em outros países da região. No entanto, profissionais das áreas de marketing, publicidade e mídia deveriam prestar atenção nos mercados emergentes de comércio eletrônico da América Latina. Algumas estatísticas para esses mercados:

  • No Chile, as vendas no e-commerce em 2012 devem alcançar a cifra de US$ 1,7 bilhão, 14% a mais do que em 2011, quando essas vendas totalizaram US$ 1,489 bilhão*
  • Uma parcela substancial das transações de e-commerce registradas no Chile (38%) envolve pagamentos de impostos, embora 29% sejam relacionados a viagens e 17% a vendas no varejo*
  • Sessenta e cinco por cento dos internautas chilenos estão envolvidos no comércio eletrônico, percentual muito mais alto que o observado em outros mercados latino-americanos**
  • Em 2012, as vendas no e-commerce na Colômbia chegaram a quase US$ 2 bilhões — quase o triplo do valor registrado em 2010, que foi de US$ 600 milhões***
  • Segundo o diretor-geral do Linio, um portal de e-commerce, o comércio eletrônico terá um aumento de 50 a 60% no Peru em 2013
  • O comércio eletrônico deve registrar a cifra de US$ 502 milhões na Costa Rica em 2012, o que representa um aumento de 29% em relação a 2011*

Fontes: *Visa, **Cámara de Comercio de Santiago, Cámara de Comercio Electrónico de Colombia

Para saber como podemos ajudá-lo a alcançar a América Latina por meio de qualquer tipo de mídia, entre em contato conosco.

Sobre Bruno Almeida@US Media Consulting

Nascido no Brasil, Bruno é o Diretor Comercial da US Media Consulting.

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